Levei o Público comigo a almoçar para ver se havia mais notícias. Nada. Hoje não temos novas informações. Logo mais vejo os outros diários.
De qualquer maneira, repare-se que o Público dedica sempre qualquer espaçozinho a estas pequenas questões da urbanidade... hoje a notícia recaiu sobre o edifício projectado para o Largo do Rato que tem dado muito que falar... pelos vistos ninguém gosta do prédio e está toda a gente (todos temos um arquitecto dentro de nós) muito preocupada porque o prédio é muito grande e não fica bem ali (sim, porque estragar um emblemático largo tão extraordinariamente bem "arquitectado" era uma pena) . Mas é só agora, porque em 2005 foi aprovado (indevidamente?).
Seja lá a razão de quem for, o facto é que, pelos vistos, alguma coisa ser aprovada ou não na CML não quer dizer nada, é só uma questão de tempo.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Completamente desaparecido?
Not found
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Moção sobre a Praça de Entrecampos
Com data de 22 de Outubro, existe esta moção do Partido Social Democrata:
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O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e o executivo BE/PS afirmam-se preocupados com a constante diminuição da população de Lisboa, (centenas de milhares nas últimas décadas), bem como com o seu progressivo envelhecimento.
PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA
MOÇÃO
A PRAÇA DE ENTRECAMPOS
O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e o executivo BE/PS afirmam-se preocupados com a constante diminuição da população de Lisboa, (centenas de milhares nas últimas décadas), bem como com o seu progressivo envelhecimento.
O Presidente António Costa, numa estratégica aproximação política, conseguiu mesmo convencer a vereadora Arquitecta Helena Roseta a aceitar uma espécie de pelouro com a responsabilidade do Repovoamento de Lisboa.
Mas ao contrário do que seria normal em qualquer presidente de câmara com aquelas preocupações o Dr. António Costa e o seu executivo tudo faz para afastar ainda mais população da cidade deixando na gaveta muitos projectos que teriam aquele objectivo; como a acentuada travagem na recuperação urbanística das zonas históricas o abandono da transformação de alguns prédios da Baixa de Lisboa em residências universitárias e agravando pela inépcia e inércia cada vez mais a qualidade de vida dos lisboetas, tornando Lisboa uma cidade cada vez menos convidativa.
A EPUL Jovem foi um conceito de habitação e um programa lançado para fixar jovens em Lisboa oferecendo-lhes habitação com qualidade a preços controlados. Era um programa que visava exactamente contrariar o êxodo de casais jovens de Lisboa.
Este programa teve como seu mais alto expoente o lançamento no mandato do Dr. Santana Lopes da chamada Praça de Entrecampos, um complexo urbano localizado no antigo Mercado Abastecedor de Lisboa, destinado prioritariamente à habitação e orientado para jovens universitários e casais em inicio de carreira profissional.
Este empreendimento como ainda hoje é promovido pela EPUL no seu site é de grande qualidade, localizado muito próximo da Cidade Universitária e com amplos espaços de lazer e áreas culturais.
Mas o actual executivo que afirma a preocupação do repovoamento, como em quase tudo em que intervém, faz exactamente o contrário e abandona o projecto, transformando-o basicamente num complexo de escritórios.
O primeiro e simbólico acto após a criação do Pelouro de Repovoamento foi minimizar a única experiência em curso da responsabilidade da Câmara, Municipal de Lisboa alterando o projecto da Praça de Entrecampos onde passa a dar prioridade ao terciário, densificar a construção e a abandonar os projectos culturais que lhe estavam associados, prejudicando fortemente as expectativas dos já promitentes-compradores, para além da ainda maior demora a que vão
estar sujeitos.
Pelo exposto a Assembleia Municipal de Lisboa, reunida em sessão extraordinária no dia 18 de Novembro de 2008, delibera solicitar à Câmara Municipal de Lisboa todos os processos de alterações ao processo original da Praça de Entrecampos para apreciação pelas Comissões Permanentes de Habitação, Urbanismo e Juventude e posteriormente discutidas em plenário desta Assembleia Municipal Lisboa 16 de Novembro de2008
Pelo Partido Social Democrata
Victor Pereira Gonçalves
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O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e o executivo BE/PS afirmam-se preocupados com a constante diminuição da população de Lisboa, (centenas de milhares nas últimas décadas), bem como com o seu progressivo envelhecimento.
PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA
MOÇÃO
A PRAÇA DE ENTRECAMPOS
O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e o executivo BE/PS afirmam-se preocupados com a constante diminuição da população de Lisboa, (centenas de milhares nas últimas décadas), bem como com o seu progressivo envelhecimento.
O Presidente António Costa, numa estratégica aproximação política, conseguiu mesmo convencer a vereadora Arquitecta Helena Roseta a aceitar uma espécie de pelouro com a responsabilidade do Repovoamento de Lisboa.
Mas ao contrário do que seria normal em qualquer presidente de câmara com aquelas preocupações o Dr. António Costa e o seu executivo tudo faz para afastar ainda mais população da cidade deixando na gaveta muitos projectos que teriam aquele objectivo; como a acentuada travagem na recuperação urbanística das zonas históricas o abandono da transformação de alguns prédios da Baixa de Lisboa em residências universitárias e agravando pela inépcia e inércia cada vez mais a qualidade de vida dos lisboetas, tornando Lisboa uma cidade cada vez menos convidativa.
A EPUL Jovem foi um conceito de habitação e um programa lançado para fixar jovens em Lisboa oferecendo-lhes habitação com qualidade a preços controlados. Era um programa que visava exactamente contrariar o êxodo de casais jovens de Lisboa.
Este programa teve como seu mais alto expoente o lançamento no mandato do Dr. Santana Lopes da chamada Praça de Entrecampos, um complexo urbano localizado no antigo Mercado Abastecedor de Lisboa, destinado prioritariamente à habitação e orientado para jovens universitários e casais em inicio de carreira profissional.
Este empreendimento como ainda hoje é promovido pela EPUL no seu site é de grande qualidade, localizado muito próximo da Cidade Universitária e com amplos espaços de lazer e áreas culturais.
Mas o actual executivo que afirma a preocupação do repovoamento, como em quase tudo em que intervém, faz exactamente o contrário e abandona o projecto, transformando-o basicamente num complexo de escritórios.
O primeiro e simbólico acto após a criação do Pelouro de Repovoamento foi minimizar a única experiência em curso da responsabilidade da Câmara, Municipal de Lisboa alterando o projecto da Praça de Entrecampos onde passa a dar prioridade ao terciário, densificar a construção e a abandonar os projectos culturais que lhe estavam associados, prejudicando fortemente as expectativas dos já promitentes-compradores, para além da ainda maior demora a que vão
estar sujeitos.
Pelo exposto a Assembleia Municipal de Lisboa, reunida em sessão extraordinária no dia 18 de Novembro de 2008, delibera solicitar à Câmara Municipal de Lisboa todos os processos de alterações ao processo original da Praça de Entrecampos para apreciação pelas Comissões Permanentes de Habitação, Urbanismo e Juventude e posteriormente discutidas em plenário desta Assembleia Municipal Lisboa 16 de Novembro de2008
Pelo Partido Social Democrata
Victor Pereira Gonçalves
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Breve descrição dos meus contactos com a EPUL e/ou IMOHIFEN
Evidentemente que toda esta história à volta deste empreendimento “Facilitador de Vida” (este nome é extraordinariamente...) só por si é rocambolesca mas os momentos que me custam mesmo a digerir são os contactos com o promotor.
Por exemplo:
Um dia, depois de ler no PÚBLICO uma notícia que sugeria atrasos e outras irregularidades, contactei a EPUL e a IMOHIFEN por telefone e mail a pedir esclarecimentos. A EPUL não respondeu (como sempre fez, não estranhei), a IMOHIFEN respondeu (como sempre fez, e muito rapidamente) a dizer que não havia nenhuma dessas irregularidades e que estava tudo como previsto (i.e. a entrega das casas entre Fevereiro e Julho de 2008). Por telefone até ouvi frases tipo “sabe como são estes jornalistas”. Passado umas semanas (pouco tempo, agora não sei precisar quanto mas posso verificar: guardei todos os mails) recebi uma carta com o conteúdo que todos sabemos: entregas lá para Maio de 2009 (talvez) e se quiser desistir, esteja à vontade.
No dia 27 de Outubro passado fui à IMOHIFEN tratar de papeladas e fazer perguntas. Obviamente, perguntei como estava o andamento da obra, se já havia alguma previsão para entrega, enfim, uma série de perguntas. Respostas? Nada. Quer dizer, a senhora falou. Disse tipo “está tudo a andar”. Em concreto, nada. Passados uns dias recebo uma carta da EPUL com data de 28 de Outubro (um dia depois, portanto) a pedir documentos para se marcar a escritura.
Mais uns dias, e venho a saber (pelo jornal, claro) que o projecto foi alterado, até esteve em discussão pública (pública restrita imagino), o fórum já não existe (escritórios é mais vantajoso, claro, temos que motivar o estabelecimento de empresas no centro, toda a gente sabe que Lisboa precisa de escritórios, e equipamentos culturais é só prejuízo, em tempo de crise... evidentemente estou a brincar mas já li isto por aí dito pelos nossos extraordinários autarcas).
Bom, agora tenho que sair para ir comprar o jornal. Estou a precisar de saber para quando pensam marcar a escritura...
Por exemplo:
Um dia, depois de ler no PÚBLICO uma notícia que sugeria atrasos e outras irregularidades, contactei a EPUL e a IMOHIFEN por telefone e mail a pedir esclarecimentos. A EPUL não respondeu (como sempre fez, não estranhei), a IMOHIFEN respondeu (como sempre fez, e muito rapidamente) a dizer que não havia nenhuma dessas irregularidades e que estava tudo como previsto (i.e. a entrega das casas entre Fevereiro e Julho de 2008). Por telefone até ouvi frases tipo “sabe como são estes jornalistas”. Passado umas semanas (pouco tempo, agora não sei precisar quanto mas posso verificar: guardei todos os mails) recebi uma carta com o conteúdo que todos sabemos: entregas lá para Maio de 2009 (talvez) e se quiser desistir, esteja à vontade.
No dia 27 de Outubro passado fui à IMOHIFEN tratar de papeladas e fazer perguntas. Obviamente, perguntei como estava o andamento da obra, se já havia alguma previsão para entrega, enfim, uma série de perguntas. Respostas? Nada. Quer dizer, a senhora falou. Disse tipo “está tudo a andar”. Em concreto, nada. Passados uns dias recebo uma carta da EPUL com data de 28 de Outubro (um dia depois, portanto) a pedir documentos para se marcar a escritura.
Mais uns dias, e venho a saber (pelo jornal, claro) que o projecto foi alterado, até esteve em discussão pública (pública restrita imagino), o fórum já não existe (escritórios é mais vantajoso, claro, temos que motivar o estabelecimento de empresas no centro, toda a gente sabe que Lisboa precisa de escritórios, e equipamentos culturais é só prejuízo, em tempo de crise... evidentemente estou a brincar mas já li isto por aí dito pelos nossos extraordinários autarcas).
Bom, agora tenho que sair para ir comprar o jornal. Estou a precisar de saber para quando pensam marcar a escritura...
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